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Patrono

Doutor Artur Águedo de Oliveira (1894–1978)

Filho do Dr. Abílio Elísio de Oliveira e de D. Júlia Amélia Águedo de Oliveira, naturais de Moncorvo, Artur Águedo de Oliveira foi uma figura de grande relevo na vida política, jurídica e financeira portuguesa do século XX.

Formação

1911

Concluiu o Curso Complementar do Liceu no Liceu Passos Manuel, em Lisboa

1912

Matriculou-se em Direito na Universidade de Coimbra 

1917

Completou o Bacharelato 

1923

Doutorou-se na mesma Faculdade de Direito, com tese arguida pelo professor de Finanças António de Oliveira Salazar

1925

Exerceu advocacia em Lisboa, na Rua Nova do Almada, n.º 36

Percurso político e institucional

Ao longo de décadas, exerceu funções de elevada responsabilidade pública:

1930

Vice-Presidente do Tribunal de Contas (28 de outubro)

1931–1934 

Subsecretário de Estado das Finanças

1935–1969 

Deputado à Assembleia Nacional pelo Círculo de Bragança (da I à IX Legislatura)

1948–1964

Presidente do Tribunal de Contas

1950–1955

Ministro das Finanças

1957

Deputado à Assembleia Nacional pelo Círculo de Angola

Representação Internacional (INTOSAI)

No plano internacional, representou Portugal nas chefias de instituições de fiscalização financeira integradas na INTOSAI (International Organisation of Supreme Audit Institutions).

 

1956

Bruxelas (Bélgica)

1959

Rio de Janeiro (Brasil)

1962

Viena (Áustria)

O bibliófilo e o legado

Paralelamente à vida política e administrativa, foi um bibliófilo e colecionador erudito. Reuniu uma biblioteca notável que integra obras raras dos séculos XVI a XVIII, tratados de Direito e Finanças, literatura clássica, uma importante coleção camoniana, e fundos temáticos de Economia, História, Política e Sociologia.

Sem descendência direta, determinou em testamento, datado de 20 de agosto de 1973, a criação de uma fundação que preservasse o seu acervo e o colocasse ao serviço da cidade de Bragança.

 

Mesmo, na sociedade atual, o livro permanece o seu instrumento mais nobre, garantia de comunicabilidade e desenvolvimento, promoção de ideias, linhas de ação, frutificação desejável dos vindouros. A Fundação terá como fim o enriquecimento cultural, a difusão do amor pelos livros, estudo, especialização e afirmação da inteligência literária e história. Desejo que o centro de cultura a erguer se amplie e cresça frondosamente, por novas deixas, ajudas e benemerência estadual, preparando estudiosos especializados, investigadores, homens de letras, tecno-profissionais, regionalistas cultos.»

Testamento de Artur Águedo de Oliveira, Bragança, 20 de agosto de 1973

Artur Águedo de Oliveira faleceu a 28 de maio de 1978. Do seu gesto testamentário nasceu a Fundação “OS NOSSOS LIVROS”.